Getting Myself Together


Terça-feira , 06 de Janeiro de 2015


O Verdadeiro Lar.

A gente não perde as coisas, as coisas que nunca perteceram a você, eventualmente, se vão. Era a única frase que passava pela minha cabeça, por dentro de mim inteiro. Chega um ponto na vida que de tanto carregar bagagens, de tanto juntar pedaços de lugares, pessoas e culturas, eu não sei mais quem sou. Para onde eu vou, não consigo lembrar direito nem por onde vim. Por tantos lugares que já passei - essa é minha história, preste atenção - eu não achei nenhum que pudesse chamar de lar. E eu já estive em muitos lugares.

Já vi o sol se erguer da montanha, já o vi se pôr no mar, vi neve, vi ventania, voei nos braços do vento, estive em lugares altos e baixos, tive muitas casas, grandes, pequenas, cumpridas, curtas, até um toca. Por mais aconchegantes que pudessem ser, nenhuma poderia me abrigar por completo. Nenhuma parede podia me abraçar, nenhum tento poderia me afagar, nenhum chão poderia me confortar, por tantos lugares que passei, por tantas casas que me abriguei, faltou somente uma coisa, um corpo para chamar de meu. Alguém que fosse me abrigar no toque da pele, nos estalar dos beijos, na quentura do sexo, na nostalgia do carinho. 

O verdadeiro lar não tem telhado, tem cabelos. Não tem janelas, tem olhos. Não tem portas ou portões, mas tem pés e tem mãos. Não tem paredes, tem pele. Não tem carnos, tem veias. Não tem lareira, tem coração. Não tem teto, tem corpo. Não é somente explorada, mas explora também. O verdadeiro lar, não me serve só de lar, mas também me faz seu lar. A diferença que faz mais um, faz parecer uma casa pequena vazia, e uma mansão completamente lotada. O que faz parecer uma vida viajada vazia e uma vida pacata completa. 

O verdadeiro lar não importa o lugar. Esse lar não é fixo, não em terra, nem em concreto, é firmado num simples dar de mãos, numa troca de olhar, num abraço bem refogado. Nada compra esse tipo de lar, nem nada te faz merecer um. É seu quando tiver que ser. Quando se tiver um lar como este, nunca precisará pronunciar: leve-me para casa. Pois ele está logo diante ali. É só abraçar, é só aproveitar, é só fazê-lo seu e fazer-se dele. No final das contas não é por onde esteve e quando estive. Mas, com quem está.

Escrito por Thiago Ayres às 03h12 AM
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Segunda-feira , 15 de Dezembro de 2014


Verdade ou Sozinho.

Na porta da geladeira havia um pequeno bilhete, comum, como todos, exceto pelo conteúdo. Nele havia um adeus. Nele havia seu cheiro e o calor das suas mãos. Talvez fosse só ilusão mas ilusão ou não eu podia sentir do mesmo jeito. E no fim das contas, era isso que realmente importava. Nenhuma manhã foi tão noite como essa, nem o cheiro de café a fez ficar mais aconchegante, confortável. Esse teu jeito manso que me conquistou quando você chegou, foi o mesmo jeito manso que odiei de você ter ido embora. Hoje não reclamaria de tua barba mal feita por trás de mim, ou da sua mania de apertar minha barriga enquanto pega no sono. Na verdade, nesse momento, percebo que isso é tudo que mais amava por isso reclamava.

Que nada, de que valor tem se impor a alguém se sem ela nada continua a mesma coisa? Quem me dera, todo mundo pudesse compreender que ceder, abrir mão não é deixar de ser você. É mais uma metamorfose de quem você é. A fusão de você e da outra pessoa. Numa fusão coisas ficam, coisas se vão, coisas se misturam. É unicamente natural. Não tão masculino, nem tão mais feminino mas totalmente humano. O amor, sempre estragado por medo, frieza e indiferença. Que nada, não tem nada demais em querer mandar, tem nada demais em ter sua vontade feita, se sem a outra pessoa o coração fica sem direção. Esse é um caminho que os mares não sabem, que os ventos não levam. 

- Não olhe para mim como a polícia andasse atrás de mim! - dizia ele para mim, mas mal sabia eu que a polícia era eu. Não sei se estou arrependida, triste ou desiludida, porque quando algo da errado e só me encontro para culpar é difícil dizer o que sentir. Se fosse culpa dele, seria raiva. Mas sou eu, quando a gente discutia sobre a "verdade", na verdade, eu queria que fosse a minha verdade a única forma de existir. Para falar a verdade, trocaria toda verdade só para te ter aqui. Não erraria de novo, mas nem sempre temos a chance de demonstrar isso. O melhor que posso fazer é esperar, pois já sei que é pior estar sozinha do que de vez em quando errada.

Que venha a vida, que venha os mares, as chuvas e as neblinas. Que as horas passem, as nuvens andem, a águas corram e os pássaros voem. Que se vão as horas, os dias, as semanas, os meses e os anos. Que nada tenha sido em vão. Que aperte a saudade, que incomode a dor, que segure as lágrimas, que apareça o desespero. Essa agora é a minha verdade. Tenho a razão, mas não tenho o que eu mais queria: o seu amor. Talvez a razão não seja para ser obtida, mas totalmente dividida. 


Thiago Ayres.

Escrito por Thiago Ayres às 02h40 AM
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Domingo , 14 de Setembro de 2014


Entre o Orgulho e a Derrota.

Desta vez não irei mentir sobre como cheguei aqui. Nem como consegui chegar aqui, o motivo de ter sobrevivido. Foi o que mantém uma pessoa forte porém a cega. O que deixa uma pessoa dura por fora, porém totalmente vulnerável por dentro. Foi algo que dá poder para continuar andando e ignorar o que se está deixando - perdendo - para trás. Porque no fundo eu sei que não fui só eu quem perdeu, ela perdeu. Eu entreguei tudo o que sou, ela disse que não poderia acontecer. Ela me segurou nos braços e disse que não me deixaria cair, e sabe a verdade? Eu não caí. Ela me colocou no chão com toda gentileza e me disse que não poderia mais ficar ali. Então, nada mais e nada menos poderia ter me feito chegar aqui se não o orgulho.

O orgulho de não olhar pra trás, o orgulho de deixar tudo para trás. A esperança de encontrar alguém melhor, não era exatamente uma esperança, era o orgulho de esfregar na sua cara que existia alguém melhor para mim além de você. Geralmente precisa-se conhecer uma pessoa egoísta para que se desperte em si o orgulho que tantos falam mal, que tantos dizem que devemos abandonar totalmente de lado. Mas, se não fosse esse tão "abominável" orgulho aonde eu estaria agora? Aqui? Com certeza não! Estaria me arrastando, me lamentando por aí. Se não fosse pelo orgulho eu teria perdido mais que você, eu teria me perdido de mim. Talvez tenhamos desentendido o significado do orgulho, não acredito que ele deveria nos servir como vontade de pisar alguém, ver alguém sofrer, padecer, o nome disso é sadismo, estou falando de orgulho aqui. O que deveria te fazer forte para ignorar e seguir adiante ante certos fatos não é o que te faz querer ver a outra pessoa miserável. Eu fiz tanto por uma pessoa, eu acreditei tanto em uma pessoa, perdi tanto meu fôlego por uma pessoa, deixei essa pessoa entrar em mim.... Para hoje me sentir sozinho, essa pessoa merece nada mais e nada menos que meu infinito gélido orgulho, não pelo fato de eu ser melhor, mas pela certeza de eu não ter tempo a perder com o que vai me fazer sofrer mais.

Ela era tudo o que eu queria, tudo o que eu precisava, TUDO. Você acha que a esperança sozinha ia me trazer aqui? Acha que sentir esperança de um amanhã melhor ia me manter vivo para ver esse "amanhã melhor"? Nesse ponto, eu concordo que, a esperança é um brilho, mas não poderia deixar de concordar mais que, exatamente nesse ponto, o orgulho é uma chama. E foi essa chama que me manteve centrado, focado, equilibrado. Foi essa chama que não me permitiu cometer o erro de estar errado de novo. Eu estou entre o orgulho e a derrota, e para ser sincero, o orgulho tem me servido muito melhor. Não vou negar que choro, não vou negar que sou frágil por dentro, afinal, todo soltado deve ser dotado de uma alma. O que aconteceu foi, simplesmente, fui mostrado à realidade de que alguém que não se esforça para estar comigo, não merece o que eu tenho de carinho. Uma pessoa que quer uma relação fácil, na verdade, não procura por uma relação, mas uma cooperação, e apesar da mesma fazer parte, uma relação nem sempre é uma cooperação, na maior parte do tempo ela é mais sobre compreensão. Meu orgulho me fez enxergar a melhor resposta para todo esse egoísmo. Isso é o que realmente é, não adianta querer imaginar como que fosse.

Há muito tempo venho dizendo para mim mesmo: - Charles, são águas passadas. É assim que é. - E não adianta negar, realmente, é assim que é. Quando me deparo com um muro, não tento empurrá-lo.  Vou contorná-lo. Quando o muro se trata de você, eu viro as costas e ando sem pensar, sem imaginar, quase sem respirar. Você está quase me perdendo por inteiro, e dia após dia continuo encarando a realidade sem me permitir cair nessa ilusão de novo. Entende o que quero te dizer aqui? A crucialidade de encarar o que não se dá para superar e viver de baixo da impressão de que essa pessoa vai entender você? Vai tentar por você? Nesse tempo todo eu só me esforcei, e a perdi de novo e novo, porém, na verdade, estava mais perdendo de mim mesmo do que qualquer outra coisa. Eu não posso me perder por quem não quer se encontrar em mim. Na importância de seguir em frente o orgulho não passa ser tão ruim assim. 

Vou ser honesto nessa última parte aqui: Sim, eu sinto falta pra caramba de nós dois, mesmo tão distante de onde nós dois estávamos. Sinto falta do sol batendo no seu rosto, da batida do seu coração, do som do seu sorriso, sinto falta das suas mordidas, como eu desejo que você estivesse aqui, eu sinto os dias que, agora, foram desperdiçados, sinto falta dos anos que não virão. De tão longe de onde nós dois costumávamos ficar. Por outro lado nunca vou esquecer da maneira que você me disse quão complicado isso era, que não havia como fazer isso agora, não sabia como responder a mim. A mim? Como responder? SOU EU! Nunca vou esquecer de como você passou do vou sempre estar esperando por ti para este é o fim. Algumas pessoas me disseram que pessoas merecem uma segunda chance, mas de vez em quando a sequência de erro é tão grande que elimina qualquer possibilidade. É por isso que o orgulho me foi providencial. Eu vou seguir em frente, não fugir de você. Hoje eu vou me livrar de você, não fingir que isso nunca aconteceu. Hoje eu vou enterrar a dor, não disfarçar a lágrima. O orgulho que você me deu de mim mesmo não me permite mais errar caindo no seu abraço.

Thiago Ayres.

Escrito por Thiago Ayres às 02h57 AM
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Terça-feira , 09 de Setembro de 2014


Sentimentos.

O tempo passou tão depressa que me pareceu uma brisa, realmente, não o senti. Achei que teria todo tempo do mundo, e quer saber a realidade? Eu tive. Mas por sempre achar que sempre teria todo tempo do mundo... Acabei tendo nenhum. Às vezes o céu se abre e nos surpreende, às vezes ele se fecha mais ainda e faz chover como nunca. Isso não acontece no coração. Você escolhe o momento de abrí-lo e derramá-lo. Pois o coração só chove quando se abre, se você o manter fechado, todo o rio que poderia fluir dele é mantido trancado. Então, ao invés de rios que saem de você, haverá uma tempestade interna que será eterna. Eu sei disso, porque nesses anos todos tive uma preocupáção apenas que era o tal de "momento certo", ainda não sei ao certo se ele existe. Esperei, afinal, tinha todo o tempo do mundo, até que de um segundo para o outro, não tive mais tempo algum. Em sua vida, aprenda: oportunidades foram feitas para serem aproveitadas.

Você não escolhe o dia e nem a hora da oportunidade, então, esteja pronto. Há muito tempo sento na minha varanda e vejo essas montanhas, muito pouco muda, muito pouco. Muito que eu queria tanto e pouco que fiz para isso acontecer. Hoje eu tenho 87 anos, me chamo Lawrence e não sei lidar com meus sentimentos. Há anos havia uma jovem que amava, apesar de todas as oportunidades de estar junto dela, apesar dela me querer fazer dizer "sim" em um altar eu não fui. Talvez porque até hoje meu coração é uma tempestade, talvez porque não sei reagir quando algo verdadeiro bate à minha porta. Honestamente, eu sinto falta dela, eu sinto falta daqueles dias, mas mais do que tudo, tudo mesmo: eu sinto uma puta falta das oportunidades que eu tive de te dizer "te amo". Acho que hoje em dia eu iria mesmo que fosse entre os dentes, acho que, hoje em dia, eu não perderia essa chance nem por um mundo. Toda vez que eu vejo sua foto parece que meu pequeno lago pára só para te ver. 

Um dia ouvi dizer que se quisesse ser feliz eu deveria manter meu coração a salvo, guardado, manter meus sentimentos intáctos. Será que isso é possível? De alguma forma eu fui mais longe. De alguma maneira mesmo do seu lado, meu coração estava em algum lugar inalcançável. Hoje eu percebo que manter seu coração guardado, não é fechar a porta para os sentimos, é exatamente ao contrário, os sentimentos mantém seu coração a salvo. Afinal, os sentimentos são o que o sangue não consegue nutrir nele. O ponto crucial está em valer a pena revelá-lo. A pergunta que eu deveria ter me perguntado era "vale a pena dizer a ela tudo isso?" do que "como manter meu coração totalmente a salvo?", não manti só meu coração "a salvo", manti todos os meus sonhos do lado dela intactos. E para ser sincero com você, só o que parece bem legal intacto são as peças em um museu. Não eu, não meus sonhos, não meus sentimentos, não meu coração. Posso me machucar? Sim. Posso sofrer? Sim. Posso me desiludir? Sim. Mas nada disso é pior do que estar sempre na mesma posição, sem pessoa qualquer ter tocado você e saber que, como uma exposição em um museu, isso NUNCA vai mudar. Eu trocaria todos esses anos de "paz", pela dor de ter perdido a dona do melhor beijo que já recebi, talvez você não entenda, mas eu trocaria esse lugar inalcançável por umas lágrimas, desilusões e até fracassos. Sim, aos 87 anos percebi que não sou nem metade do sábio que poderia ter sido se tivesse ao menos sofrido. Agora no final da vida, percebo que essa paz intácita tem sido nada mais que uma eterna tormenta.

Demorei uma vida para entender que meus sentimentos não são ruins. Afinal, são eles que me ajudam quando estou mal, eles me guiam quando estou perdido. Quem não tem sentimentos, provavelmente está morto. Porque somos vulneráveis, fomos feitos vulneráveis, por mais que você se lacre, isole, você continua vulnerável, como estou vulnerável cercado de águas, montanhas, uma bela paisagem e milhões de lembnranças que apesar dos anos nenhuma delas se apagaram e até que eu morra nunca se apagarão. Em certos pontos da vida não precisa dar certo. Nem tudo vai dar certo em todo tempo na vida. Algumas pessoas não foram feitas para darem certo, algumas pessoas foram feitas para estarem juntas não importa como. Se a gente se separa, não é que vamos parar de viver, não é que não vamos ser felizes, é que não vamos ser tão felizes assim, nem vamos viver tão intensamente assim. Algumas pessoas foram feitas para darem certo, Linda e eu não, nós fomos feitos para estarmos juntos, o que na minha opinião é muito melhor do que dar certo. Pessoas que dão certo vão ser sempre isso, pessoas que feitas para estarem juntas podem ser tudo.

Hoje no café lembrei de você me dizendo de como eu era difícil, teimoso e extremamente cabeça dura, será mesmo que você pensa que seria tão feliz assim com alguém fácil, maleavel e aberto? Não, eu acredito veementemente que não. Não é egoísmo, nem altivez, é a certeza de que deveríamos ter ficado juntos. É a certeza de que o erro não está no sentimento, mas em não se perguntar se vale a pena dizer tudo para a pessoa. Se a pessoa realmente vale a pena toda essa verdade, toda essa exposição. A vida é simples, o coração é simples, se o coração acelerar quando a pessoa vem, se o coração fingir de morto quando a pessoa se for, há uma grande chance de valer a pena arriscar. Amar à dois é melhor do que amar sozinho. A dor do fracasso é bem mais suave que a dor da dúvida. O tempo só para em dois momentos, naquele em que você consegue ou naquele em que você percebe que sua última oportunidade passou e você...... Passou também. E eu ainda não acredito que qualquer pessoa tenha se sentido da maneira que eu me sinto por você até hoje.

Um pouco mais de coragem e tudo poderia ter sido diferente. Essa é a frase que eu queria ter dito desde o começo, agora você entende como dói? Entende agora como dói muito mais não se machucar, só por puro medo de tentar? O medo de se machucar dói muito mais do que próprio machucado. É mais fácil se levantar quando algo te derrubou, do que quando você se sentou por livre vontade, o peso se torna muito maior, a vergonha arde mais quente, porque eu sou a razão de não ter conseguido. Um vale coberto de árvores não tira minha dor. Os peixes desse lago não me alegram. Você entende agora o que quero apontar aqui? Pare de chorar por dentro do seu coração, pare de fazer uma tempestade dentro dele, ele não foi feito para furacões, embora os consiga resistir. Tenho certeza que a imagem verei antes de partir é a mesma que sempre vejo antes de dormir, de você sendo segurada de branco, entrando no carro que estava escrito "recém casados", e partindo, ido.

E ouso me repetir: - Ninguém se sentiu por você, a vida toda, como eu me senti e me sinto exatamente aqui.

Thiago Ayres.

Escrito por Thiago Ayres às 03h43 AM
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Terça-feira , 23 de Abril de 2013


Fim e Começo, Novo e o Velho.

Correr nunca foi uma solução simples para ele, nem quando todas as placas indicavam que ele deveria correr. Ele não teria ideia de como iria doer cada passo, mas que cada um deles pisados no chão era tão necessário quanto cada batida do seu coração. Cada vez que seus pés encostassem no chão a dor aumentava, aumentava porque estava deixando seu corpo pelo pés indo direto para o chão.  "Eu ainda estou correndo." - Dizia para si mesmo, procurando não perder as forças.

O caminho nunca foi fácil, os passos nunca foram leves, porém a cada um após o outro ficava mais leve, pois a cada um após o outro o peso deixava meu corpo, junto com a dor ia também o rancor e o ressentimento e a culpa e o desespero. Era o contraste da corrida a cada vez que levantava os pés sentia a esperança e o calor e a vida e a calma e os sonhos retornarem para onde nunca deveriam ter saído, seu corpo, sua alma. Agora toda frustração que passava pela sua mente tinha destino para as portas de saída dos fundos, sem orientação de voltar. "Eu ainda estou correndo." - Dizia para si mesmo, sem vontade de parar de pisar.

Com os braços jogado aos ares, com a cabeça nas nuvens, nem toda passagem da sua vida deve ser encarada como um começo ou como um fim, talvez, isso tudo seja simplesmente o meio, o processamento das coisas, não precisa começar nem terminar, só precisa ser. Só ser. Com tantos pensamentos na cabeça era difícil, o que não foi para ser vem sempre para dificultar, vem para mentir para si mesmo, se apoiar no que você não tem é admitir a queda por antecipação. E para ele estar de pé não queria dizer o começo, nem caído significava o fim, a queda é o meio, o processamento, perder tudo não para começar de novo, mas para simplesmente voltar a ser. - "Eu ainda estou correndo." - Dizia para si mesmo, sem medo de pisar mais forte a cada vez.

Convencido de onde ir, como chegar e do que esquecer, o único caminho é em frente, a única saída é a reta, ele tinha uma meta cortar-se de tudo que pesava, largar tudo o que o prendia, deixar para trás tudo o que paralisava. Cada segundo o fazia mais forte, aumentava sua fome, fome de liberdade, as pedras no caminho ele as pisava e as esmagava, às vezes não é questão de fim e começo ou começo e fim, mas sim de velho e o novo, sair do que está sem cor e começar a colorir, sorrir, viver. Então ele olhou para trás, diretamente nos olhos dela e disse: - então estou indo, tchau. - Ela retribuiu o olhar e disse de volta: tchau. Só o que ela não entendeu é que aquele "tchau" era mais um "adeus". - "Eu ainda estou correndo." - Dizia para si mesmo, agora com lágrimas nos olhos, porém de alegria, com uma vontade que fazia saltar a alma, para nunca mais voltar.

Escrito por Thiago Ayres às 11h32 AM
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Segunda-feira , 10 de Dezembro de 2012


O Tempo.

Eu sabia que iria te querer, desde aquele fim de tarde, sol na linha do horizonte e seus cabelos aos ventos que vinham e iam sem destino, sem nem desvio. Só de te ver naquele contraste de pele branca com o céu degradê do azul ao escuro, eu sabia que iria te querer. Não consegui tirar meus olhos, desviar, nem por um segundo a atenção, te ver exatamente parada ali, era melhor do que ver as ondas indo e vindo, até mesmo do que ver o sol indo embora, num cair melancólico. Você era o sol que jamais se poria para mim.

Seus olhos tão molhados quanto o oceano, o que deveria estar em sua mente? A garganta visivelmente congestionada de um choro retido pela alma. O vento parecia deixá-la ali parada por pura piedade, a simples imagem me amedrontava de chegar mais perto. Ao mesmo tempo que eu queria mais horas para criar coragem, eu não poderia esperar mais um segundo. Naquela noite, diferentemente de todas as outras que parei ali para olhar o mar, havia algo de diferente, quase místico, no ar, nas nuvens, no sol, no céu, nas águas, nela, principalmente ela, ela dera vida, mágica, paixão ao lugar. Ela me prendeu no meu lugar predileto de descansar.

Um passo após o outro, o vento parecia mais frio, as águas mais brutas e o sol se tornara somente em uma curva quase fechada... Ela disse: Por que demorou tanto? - Então subtamente respondi - eu sempre estou aqui. Mas em seguida entendi que era uma pergunta retórica, ela estava tanto tempo quanto eu esperando por esse momento, esperando por esse alguém que desse vida, mágica, quase uma mística não somente ao local, mas à vida, à alma. Que desse não somente um sonho, mas uma dança, ritmo e música. Porque não adianta sonhar em preto e branco, não adianta sonhar se não houver som. Ela se virou para mim, as gaivotas voltando para suas ilhas, gritando de um último adeus, ela também disse entre suspiros: 20 anos, Martin, 20 anos se passaram, eu não te esqueci em nenhum dia, eu te desejei todos os dias.

- Para aonde quer que eu vá, para aonde quer que eu ande, para aonde quer que minha mente pense e por tudo que venha acontecer, por tudo que eu possa desejar, por aonde o vento me levar, por aonde eu seguir o mapa, por todas as minhas casas, por todos os meus sonhos, pelo todo das montanhas, pelos fundos dos vales, pelos mares até mesmo pelos ares, por todos os meus empregos, por todo meu corpo, até meu coração inteiro, com todo o fôlego dos meus pulmões, com todos os meus destinos que eu vier a escolher, por todos os meus dias, para aonde quer que eu olhar, seja o que eu venha realizar, por todas as pessoas que eu venha a conhecer, através de tudo que eu vá ganhar e perder, até o último furacão a me desarrumar, até o meu último experar: você vai ser a primeira, a primeira da minha vida, da minha morte, do pensamento ao blackout da alma vai ser tudo por você. - Eu disse. Eles se aproximaram e num último feixe rosa-alaranjado emitido pelo sol entre suas bocas, eles se beijaram.

Thiago Ayres.

Escrito por Thiago Ayres às 12h02 AM
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Domingo , 22 de Abril de 2012


 
 

Aquela Velha História de Um Desejo

Neste instante, em que observo a mulher que outrora amei
Vejo que não sobrou nada do adiado amor que guardei
Lembranças apenas, resgatadas apenas quando súbito
Acometa-me a solidão e o amor se mostre vazio.
E o que direi deste amor que não provei?
O que responderei a minha alma se perguntar, o que fizeste?
De certo silenciarei-me, aguardando de que de algum canto
Venha a resposta, mas e se ela não vir?

Lucas Chelles
Nova Friburgo, 30 de outubro de 2011

Categoria: Poema
Escrito por Thiago Ayres às 08h33 PM
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Sábado , 21 de Abril de 2012


Cap II - A Vida Continua...

Exaustos, os dois, Rodwin e Gwindon, estavam sentdos encostados na poderos pedra e ao ouvir o sorriso entenderam tudo, que ela, A mais Bela das habitantes do mar, sorria linda, como se mais nada existisse antes dela e nunca mais fosse existir depois dela: lá permanecia o que por uns segundos parecia ser o Alfa e o Ômega, ela, Nowëttyn.

- Você viu de onde eles surgiram? - Perguntou Gwindon, já esperando uma resposta óbvia.
-Sim, surgiram perfeitamente do subsolo, só posso concluir que é mais perigoso do que poderíamos pensar. - disse Rodwin.

Nowëttyn, então, disse: não há mais lugar seguro nestas Terras, já que, não sabemos até onde vai os túneis, até onde está o alcance desses seres malignos pelas profundezas.

Mas não havia chance dos Ógloraks avançarem além de sua escuridão. Afinal, eles eram brutais, animais, porém, não eram tão burros assim. Como disse Rodwin, com toda sua inteligência, como de costume:
- Eles não seriam burros de escavarem por toda Terra sem que sua nuvem negra os estejam acompanhando por cima. Por mais que eles dominem por baixo, pelo lado de cima a escuridão deve reinar, eles não suportam a luz, se levantariam das Terras para cair sobre elas de novo.
- Isso é verdade, mas devemos estar alertas do mesmo jeito, as nuvens estão avançando e não sabemos de onde vem o seu poder, talvez venha lá de baixo. - Disse Gwindon.
- O poder vem de todo lugar, de todo ser que carregue a maldade. Quanto mais eles se multiplicam mais sua força aumenta. Quanto mais deles morrem, menos sua nuvem tem poder. - Disse Nowëttyn.

Então todos os guerreiros voltaram para Ismalath, os homens-camponezes maravilharam-se com os elfos da Ilha vizinha, pois eram realmente maravilhosos em majestade, mas, nunca poderiam ser comparados a sua Mestra.
Laurion os recebeu com festa e louvor, pois havia muito que não os via, que não a abraçava, sangue de seu sangue, sua irmã, Nowëttyn, todos outros os elfos e outros seres que ainda não lhes convém serem descritos.
Lauriel assustada achegou-se a Gwindon, por ouvir os rumores da batalha, Nowëttyn teve o prazer de contar a todos como tudo se decorreu, principalmente o fim, para o deleite de Laurion que adorava essas histórias, pois adorava ver quão embaraçados os rostos de Gwindon e Rodwin ficavam ao ouvirem que foram salvos por Nowëttyn, uma elfa, não era uma mulher, mas ainda era do sexo feminino.

Como na vez em que foram conquistar a Ilha que hoje é o lar de Nowëttyn, depois de derrotar todos os seres malignos, os dois foram encurralados por Ricongrontes, seres semelhantes a rinocerontes, e simplesmente tiveram de ser salvos por ninguém mais e ninguém menos que Nowëttyn. Há muitos anos isso ainda é motivo de piada para os dois.

- Fomos pegos desprevenidos - dizia Gwindon. - Eu não saberia como controlar minha força para não matá-los, pobres animais. - dizia Rodwin toda vez que essa história entrava em questão.

O vilarejo estava calmo, Lauriel e Gwindon conversavam sob a Grande Árvore, o vento parecia ser a mão um do outro a fazer carinho um no outro, quando Gwindon passou os braços sob os ombros dela, isso a deu a certeza que o horizonte da vida dela, estava ao alcance do abraço daquele Homem.
- Eu sei que você deseja saber de onde você veio, porém, lembre-se que o mais importante é pra onde você está indo, quem é você e está lutando para ser, não quem você foi. Você pode querer descobrir o seu passado, mas não esqueça de se apaixonar e construir pelo seu futuro - disse, subitamente, Lauriel olhando em seus olhos, com olhos flamejantes.
- Mas se eu não souber de onde eu vim, como poderei saber para aonde eu vou? - Disse em um tom desesperado, porém calmo. - Como posso saber que essa é a estrada?
- Se a estrada da realeza não é a certa para você, qual então seria? Se a estrada para o coração da filha do Rei, não é o caminho certo para você? Aonde então estaria, oh! Homem-Elfo, o seu lar? - Disse Lauriel, o olhou os olhos e se retirou.

O Homem, o pobre-homem, ficou perturbado, hoje, em especial, ele não estava se sentindo um Homem como era visto, mas apenas um menino que estava precisando dos braços de alguém. Ele sabia que o lar dele estava ali, ele sabia que não estaria mais protegido em lugar algum senão no coração daquela Elfa, ela era A Elfa. Mas algo estava faltando, no fundo de si, ele sabia que estava vazio e por mais que tudo estivesse completo, a falta daquele ponto específico fazia tudo ruir. Numa noite sombria e fria, quase arrogante onde até a lua minguante parecia virar o rosto, ali sozinho observando nuvens passando por estrelas, vendo a noite se abrir e se fechar foi que ele sentiu e descobriu no fundo de si que precisava partir.

Escrito por Thiago Ayres às 03h13 AM
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Terça-feira , 30 de Agosto de 2011


Cap II - A Descoberta.

E era noite por Ismalath, quieta, sonolenta, só as folhas tinham vozes em meio ao silêncio cortante, tão profundo que concentrado tinha-se a impressão de poder ouvi-lo. Por além das montanhas a noite era praticamente eterna, as nuvens pareciam possuir vida, não espontaneamente, mas parecia que as nuvens dos lados de lá sugavam a toda a vida ao redor, prendendo dentro de si para manter-se viva, pesada, sombria. Assim é o céu das criaturas cuja perversidade parecia não ter fim, e ódio tão tênue e concentrado que se materializava em suas silhuetas na escuridão, exatamente igual as nuvens que os abrigavam na eterna escuridão. O solo em que pisavam adquiria o cheiro de suas peles, rudimentares, enrugadas, com feridas incuráveis interiores que, com o tempo, foram tão fortalecidas pelo ódio, se mostravam já como exteriores. E no chão o cheiro de enferrujado, estragado, mal cuidado, qualquer vida que obtivesse qualquer coisa boa em si e não fosse forte o suficiente a perdia facilmente e o vazio era preenchido pela escuridão.

Gwindon, o mais forte dos humanos e igualado a muitos elfos, sempre andou estas fronteiras acompanhado de Rodwin, com o tempo já andavam normalmente por estas terras, pois já haviam resistência o suficiente. Mas nunca entenderam porque esta terra estava deste jeito, por que o sol nunca chegava ali. Era a pergunta crucial, que Gwindon fazia frenquentemente àquela terra e a si mesmo, "por que o sol nunca chega verdadeiramente a mim?". Pois por todas as suas caminhadas por aquelas bandas nunca vira e muito menos ouvira nenhuma criatura estranha e repugnante pelo lugar. Mas o cheiro estava por todo lugar, tão forte, por todo lugar, que se ao desconcentrar parecia que o cheiro vinha de si mesmo. Gwindon, então disse: - esse cheiro é impregnador, amigo, enquanto estiver aqui, cheiraremos como eles.
- Sim, agora nos resta saber. Eles quem? - respondeu Rodwin, com um olhar compenetrado de seus olhos castanhos e arduamente profundos. - Eles ainda não descobriram que os Ógloraks viviam mais de baixo da terra do que por cima. E que em seus lares, nas profundezas da Terra, era incontavelmente mais concentrado o horror do que eles podiam ver na superfície. Mas neste dia, eles iriam descobrir isso. Ao caminhar pela superfície amolecida, como se fosse lama constantemente úmida, eles podiam sentir a terra tremer, ao mesmo tempo que andavam, quando de repente, duas mãos agarraram as duas pernas de Rodwin e fizeram força para baixo mas dum salto com a impulsão mais forte que um soco se livrou das mãos opressoras que o puxavam para baixo e pousando como uma águia sobre uma rocha, sendo rapidamente seguido pelas largas passadas de Gwindon até a mesma.

Claro, não precisava ser o mais inteligente dos homens para saber que naquele terreno o verdadeiro terror estava onde não se podia ver. Estava mais do que claro que a habitação das abomináveis criaturas se encontrava abaixo de onde você pisa. Logo Rodwin disse: É como dizem, mesmo com o pé no chão. Se o chão no for firme, você ainda não está a salvo. Com um leve consentimento de cabeça, Gwindon não hesitou em concordar. Esboçou a vontade de reiterar o dito de seu fiel amigo, mas foi interrompido pelo mórbido tremor de terra. Mais estranho do que o comum, pois, dava para sentir que não era toda a Terra ou uma grande parte de Terra que estava tremendo e sim lugares específicos, para ser mais exato, só onde a própria terra se movimentava, como se um grande animal que vive por entre a terra e o subsolo estivesse prestes a submergir em todo o seu furor. E a teoria não estava errada, corroborando o fato de que eles de fato viviam no subsolo. Então, puderam ver muitos, incontáveis mãos cavando de baixo para cima, de súbito puderam ver cabeças, ombros, asas e as pernas. Em menos de dois minutos puderam ver, praticamente, um exército maligno a sua frente. Então entre olharam-se, encostaram em suas armas e então começaram a prova de quantos matariam até suas forças acabarem e morressem...

Essa é uma região que ficava perto do mar, apesar de toda escuridão, o literal continuava intocável. Sabe-se lá por que. Há boatos que a resistência do literal mora na pureza de uma guerreira élfica, linda e vigorosa. Delicada e rígida. Tão forte de se olhar e tão mais forte ainda de se ver em uma batalha e suas armas e seus braços não eram suas únicas armas, era mais conhecida por sua arma mais perigosa ser o seu cérebro. Era conhecida como Élfa do Mar, Elfa-Azul, Rainha dos Oceanos e por muitos outros nomes que os velejadores, pescadores a imaginavam. Contudo, o seu verdadeiro nome, Nowëttyn, carregada todos esses significados em si. Ninguém ousava a enfrentar em batalha, muito menos invadir sua ilha. Se o mau tinha algum pretensão de dominar o mundo, a Ilha de Imlanyör era, com toda certeza, o último alvo a ser conquistado e destruído.

- Nowëttyn! Nowëttyn! Corra, há algo de estranho, uma movimentação fora do comum sobre a Terra, posso estar errada, mas... - Dizia Nirling, enquanto apressada, já se levantava, Nowëttyn e corria como o vento, para a ponta da pedra que dava visão para a terra, onde mantinha sempre guarda.
- Como havia sentido! Sabia, são eles! NIRLING, CONVOQUE TODOS OS GUERREIROS PARTIMOS JÁ! - Respondeu com os pulmões cheios, olhos brilhantes e a expressão de uma rocha milenar!
E lá se foi Nirling correndo o mais rápido podia para convocar a todos. Muito mais rápido do que o esperado todos já estavam prontos em seus barcos, em direção à Terra firme. A ajuda!

 VAMOS LÁ! É AGORA!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!! - Rodwin deu um salto para o meio de todos eles e com golpes na velocidade da luz ia os cortando como papel e logo atrás veio Gwindon gritando - VAMOS LÁ, QUANTOS VAMOS MATAR ANTES DE MORRER! APOSTO QUE SUPERO VOCÊ! AH-AH-AH! - Com uma risada sinistra e espantadora saiu do fundo da sua alma naquele momento em que tudo poderia dar errado. Um de costas para o outro com passos sincronizados, em círculos iam cortando, em horas levando golpes, mas nunca se rendendo, até o ponto que em que parecia uma simples questão de tempo para toda a força acabar. Não havia para onde correr, fosse pelo exercito ou pelos corpos mortos amontoados em volta de qualquer jeito. Por um segundo pararam, exaustos, e ao mesmo tempo exclamaram - ATÉ O FIM!!

Continuaram, matando e ao mesmo tempo se matando, até que se viram encurralados na rocha em que se firmaram por instantes antes da batalha. Era iminente, parecia o fim. Quando toda aquela escuridão se transformou em luz, parecia o sol, parecia a chegada do dia onde não havia dia. E tudo parou e todos olharam para cima. Lá estava ela, imponente, com seu arco preparado, sem nem pensar duas vezes gritou e mais rápido que o vento disparou flechas flamejantes sem errar um alvo se quer, e então Nirling levantando sua espada saltou para o meio dos três e em seguida 40 Elfos, todos poderosos, verde-cinza, fortes, tão fortes quanto a rocha atrás deles. Desde então o momento parou de ser uma luta para ser um massacre. Até que todos debandaram e até sobrarem os Elfos da Ilha, o Homem e o Elfo-Guerreiro.

Os dois ainda sem entender o que houve, então veem a forma em sua frente, o sorriso sarcástico, então as seguintes palavras os fizeram entender tudo:
- Quantas vezes terei de salvar vocês?! hi hi hi hi hi - e sorriu, graciosamente...

Escrito por Thiago Ayres às 01h56 PM
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Domingo , 10 de Abril de 2011


Contos de Elfos e Homens - Cap. I - Parte II


E amanheceu o dia no monte de Ismalath e também no Rio Estreito já se podia ouvir os barulhos dos peixes e das aves que iam lá se alimentar. Gwindon fora acordado pela luz do sol que já aparecia imponente e todo-poderoso sem quem o parasse. Foi quando bebendo das águas de um dos rios mais puros de toda Terra Média, ele a ouviu. Sim, a voz o confundira com as das doces águas a ponto de confundi-lo e o fazer achar que era o rio que falara com ele, tão limpidamente, quando ergue os olhos e a viu, tão quão imponente quanto o sol só que com uma pitada da doçura da Lua em sua pele. Era ela e ela era, o amor e a sua confusão, Lauriel tão brilhante quanto a aurora ela lhe falava:
- Por onde andou por toda noite? Esperei te encontrar, porém não viestes a mim. - disse ela.
- Eu também esperei me encontrar a noite toda. Mas, por mais que eu lute para me encontrar em qualquer outro lugar... - tomou fôlego e disse - só me encontro em você. Se minha mente fica confusa, é o seu nome que a coloca em ordem.
Ela então surpresa e de coração acelerado e em seus olhos contendo toda ternura que alguém pode ter, tinha se acostumado só ao desejo de ver o milagre, mas o mundo estava mudando diante dos seus olhos. Tinha se acostumado à visão do escuro, por todos os caminhos por onde tivera andando, todos eram solidão, todos eram sombrios, até o sol ela apreciava pela sombra que ele criava. Até este dia, até estas palavras. Ela nunca achou que seria presenteada de poder literalmente ver o mundo mudando dentro de sua mente, uma nova canção estava para surgir. Então ela correu, com seus movimentos de graciosidade levantou uma leve brisa que fizeram os cabelos de Gwindon voar, e se jogou em seus braços. Pois essa era uma canção para dois corpos, quatro lábios, uma canção que só se pode ser cantada por dentro. E ouvida por todos, todos que estivessem sensíveis ao seu som. Apesar de todas as diferenças que os colocam em polos extremos e distantes, aquele momento, aquele beijo, todo o amor que estavam sentindo era a igualdade que eles procuravam para ter razão o suficiente para cobrir toda diferença. Como se o mundo parasse de girar por causa de uma simples estrela ou como se a lua se entregasse por inteira para o mar. E as ilhas criassem coragem de desistir da solidão e nadassem para se juntar a outras terras. Neste dia, um Homem e uma Elfa fizeram o que grande parte da natureza sempre ainda teme fazer.

- Eu sempre te amei sempre te desejei, acima da morte e para além da vida. Como a chuva eu nunca vou temer cair, pois da queda nasce sempre um homem mais forte, quando se levanta. Não serei o sol que esconde as estrelas, fazendo o mesmo com meus sentimentos.  – disse ele, convicto de que a morte agora era seu destino por merecimento.

- Mas ainda que passes pela morte, há mais vida além. E eu nunca deixarei que se vás por qualquer estrada sozinho. Ninguém é tão diferente para não ter nada igual.  Amar é como esperar algo para dar errado, mas enquanto nada se desvia de seu curso, não há razão para não acreditar no erro. Amar é sentir uma fome que só a morte pode saciar.

Assim passaram a manhã, juntos, abraçados, colados, como se o mundo fosse acabar. Como se o Rio Estreito estava prestes a secar, eles se abraçavam como se fossem a própria vida. É difícil estar apaixonado, mas pior é querer amar e não conseguir. Aquele era o momento que os dois se dividiam entre a linha de querer e não poder.

Horas, depois de incontáveis águas descerem, Rodwin, outro grande elfo, praticamente irmão de Gwindon, juntou-se aos dois para mais um dia de treinos e aventuras. Pois eles costumavam a ensinar os movimentos élficos de ataques e defesas a Gwindon, já que desde a morte de seu pai, ele começou a passar mais tempo com os elfos do que com a sua própria raça. Criando nele uma admiração pelos elfos que homem algum jamais poderia ter pela distância das duas raças. Apesar de não serem inimigos, os elfos sempre evitaram um contato mais profundo. Pois os homens usavam da natureza e os elfos tinham seu coração plantado nas árvores.

Foi depois de almoçar coelhos cozidos com batata e descansar um pouco que Gwindon junto de Lauriel e Rodwin, que era um exímio lutador, mas não por isso menos hábil nos ofícios de artes que todos os elfos são adeptos. Foi enquanto que os dois, Gwindon e Rodwin, pegaram suas espadas de madeira e seguiram para treinar luta corpo a corpo.
Os dois em posição de batalha, Rodwin que deu o primeiro movimento, pulando num salto que somente os elfos podiam, deixando os pés na altura da cabeça de Gwindon, levantou a espada pronto para golpeá-lo de frente, então Gwindon se esquivou para o lado, deixando Rodwin sem seu alvo a frente, e Gwindon passando para o lado preparou um golpe que pegaria Rodwin pelo lado, que teria dado certo, se Rodwin não fosse um elfo, ou melhor, se Rodwin não fosse Rodwin, o mesmo levantando rapidamente sua espada para proteger sua lateral, já deixou o corpo preparado para uma sequência de hits. Gwindon percebendo o movimento do amigo, e no mento, adversário fez o mesmo, então foram aproximadamente trinta hits sem parar, corpo a corpo, ataque e defesa. Ataques e defesas perfeitas de ambos os lados.

Enquanto treinavam, sorrateiramente por dentro do mato alto e arbustos, se aprontavam 40 Ógloraks. A origem desses seres é desconhecida, porém acreditava-se que eles eram alguma mutação ou até mesmo alguma, até então, desconhecida ramificação da família dos orcs, pois suas aparências poderiam ser facilmente confundidas, exceto por pequenas asas parecidas com  as de morcegos que davam mais impulso na hora de correr e atacar, mas não eram fortes o suficientes para fazê-los voar. Este bando liderado por Uglak estava rondando pelas fronteiras até que sentiram o cheiro dos três. Então saltaram por sobre Lauriel e a imobilizaram e foram completamente cercados. Eles então exigindo que não lutassem e fossem prisioneiros para evitar as próprias mortes, Lauriel com uma adaga pressionando seu pescoço disse de súbito:
- Não se rendam. O sangue élfico não lhe servirá de moeda de troca. Escolhemos a morte se assim for.

A própria Lauriel após pronuncia sua preferência à morte do que ao cativeiro puxou uma adaga élfica da realeza, forjada pelos mais experientes Mestres neste ofício, feita não só para ser resistente ao enfrentar outras lâminas ou resistências como foi feita tão afiada para que não haja carne que não possa ser perfurada, como também foi feita pela Palavra da Pureza dos elfos, para que não haja nenhum ser impuro e sujo o suficiente que seja penetrado não possa ser limpo.

Então nesta atitude enérgica, Lauriel puxou sua Poderosa Adaga e na velocidade do vento girou cortando a barriga do soldado que a segurava, esse caindo se revirando e debatendo lutando contra o poder que tirava toda impureza que existia no seu ser. Uglak sem hesitar saltou sobre ele e perfurou o coração e num grito de ódio e desespero a batalha começou. Rodwin e Gwindon num movimento mútuo giraram jogando as espadas de madeiras em cima dos adversários e logo puxando suas espadas partiram para cima de todos. Gwindon tinha na cabeça sua amada Lauriel. Estava claramente lutando mais do que por sua própria pele, mas pela pele mais suave e doce que já sentiu. A pele de seu amor. Rodwin, por sua vez, saltava por cima de todos os adversários, em certos momentos com alguma dificuldade. Pois esses não eram simples Orcs esses eram, desconhecidos e sem nada a perder, Ógloraks que estavam reconhecendo o lugar. Mas o mal não pode negar a sua essência de alastrar a maldade. Contudo, eles caíam de um a um perante Rodwin. Depois de lutar e eliminar os 15 a sua frente, guardou a espada e puxou seu arco e pegando suas flechas, de sua aljava, foi atirando nos que estavam distantes dando cobertura a Gwindon, que sozinho havia derrubado mais 15. Rodwin acertou cinco, das cinco flechas que tinha. E também não me resta dúvida que Lauriel com a luz do seu corpo incapacitou os outros três restantes que incessantemente queriam prendê-la, mas caíram diante do poder da Adaga. O líder, porém, Uglak, vendo a derrota correu. Fugiu para os lugares ermos de onde vieram. Porém o peso continuou no coração dos combatentes vencedores. Estava claro que aquilo não era uma simples coincidência, e sim, um grupo fortemente armado com a missão de descobrir novas terras para serem habitadas. Pelo que parecia, eles estavam diante da maior batalha que aquele vilarejo já viveu.

Escrito por Thiago Ayres às 01h04 AM
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Domingo , 23 de Janeiro de 2011


Poema Quase um Soneto (de recordação)

 

Meu amor escrevo-lhes esses versos para que lembres de mim

Para que lembres sempre que o nosso amor foi tão bom

E diga a minha alma a meu coração que eu não amei em vão

Amei-te com o prestante amor de amante, amei-te até o fim

 

E o que restou foi o amor adiado, aguardando quem o complete

Amor não sorvido por completo, desfez-se em um instante

No qual ímpar ficou guardado no fundo de poste-restante

E par ficará quando de súbito outro ímpar passe e o complete

 

Resistirá a cada vão momento no meu pensamento

A idéia reiterada de não mais ter teu afago

Mas o Tempo trará ao seu tempo o seu ungüento 

 

Ainda que pareça que escrever seja um ato de covardia

Não pense assim do seu poetinha que outrora amou

Meu bem, veja, há coisas que são vão bem com poesia

 

 

 

                                                                 Lucas Chelles, Rio 2011

Escrito por Lucas Chelles às 03h53 PM
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Segunda-feira , 15 de Novembro de 2010


História de duas Pessoas II

Havia um tempo em que amor não era medido e nem pesado. Pois a medida podia lhe custar a vida e o peso a alma, não havia preço alto o suficiente que lhes pagassem a desistência. E ao mais curioso é que desistência era sinônimo de morte: Quando você desiste é porque morreu, pois é melhor estar morto do que desistir e andar. Nada conseguia ter maior valor do que aquele sorriso ou significar mais do que aqueles cabelos voando ao vento e aqueles olhos, ah! Aqueles olhos, você daria a sua vida por eles. Sem nem ao mesmo perceber, sua vida passou a valer a um par incomparável de olhos azuis.

Até em meio às trevas que os separam hoje eles conseguem se ver, pois as almas conseguem se enxergar seja lá onde elas estejam, sua conexão vai além da luz do sol. Embora os corpos tentem ignorar, eu que vos conto esta história posso lhes assegurar, eles não podem impedir seus corpos de sentirem as pancadas de suas almas desesperadas por dentro, quase que sufocadas, sendo alimentadas pelos pensamentos de falsas esperanças e mentiras que tudo vai ficar bem, que não era o certo, que não era tão forte assim, que não era amor. E quer saber? Seus tolos! Se vossos pensamentos tivessem ouvidos, eles ouviriam vossas almas gritando: Se não era para ser tão grande assim ou tão forte, por que estou aqui me sentindo trancado e sufocado? Por que dentro do corpo que sempre habitei me sinto, agora, um estranho? E por que seus olhos não me refletem mais? Nem me trazem mais a luz do sol? ALMAS NÃO SÃO FEITAS DE JUNTAS E OSSOS! Muito menos o amor dos pensamentos baratos e de suas crenças falidas!

Ah! Se os pensamentos tivessem ouvidos, mas infelizmente eles não têm. O problema de você viver em um sonho, é que você nunca vai acordar para torná-lo realidade e em qualquer instância SEMPRE será melhor viver do que sonhar. Tudo o que você constrói em um sonho é derrubado ao despertar, o que você faz em vida você pode fazer durar até o seu último dia e quando não houver mais dia, tudo estará eternizado. É o que infelizmente acontece hoje eles dormem para sonhar com sua vida real e odeiam acordar para o seu pior pesadelo. Vivendo entre o que é real e apenas um mero sonho. É o que acontece hoje em dia, todas as almas de falsos combatentes, desertores de mãos cheias, corações vazios e almas destruídas. Todos eles alimentandos suas almas que definham dentro deles e surdos aos seus gritos. Preferem endurecer-se com a cicatriz de mais um machucado calados do que terem suas honras pelas feridas no fim da guerra ou sua memória lembrada pela honrosa morte.

Todos celebram à vida mas o que dizer ante à morte? Deixe o seu amor falar mais alto pois amar vale mais do que a vida. "Morrer de amores" hoje em dia é mais um momento do que uma causa e amar é mais temporário do que um tempo de vida. Hoje em dia parece que lágrimas carregam para o chão todo o sentimento que era para ser eterno e forte. Amar é decisão, mas uma decisão acertada lhe trás prazer e mantém o sentimento vivo para sempre, mesmo sendo uma decisão não quer dizer que seja desprovida de sentimentos. Eles preferiram seguir a razão e a razão sem acompanhante é uma adaga que só perfura sem se preocupar com a hora de ser retirada. E é por isso que há uma dor, uma dor que não cessa, pois para essa adaga só a mão que a crave.

É por isso que não tenho mais prazer em lhes contar esta história, pois a magia do sol da meia noite se perdeu nos olhos de dois jovens. Os campos são sempre amarelos e não crescem mais, não há mais quem resista e muito menos quem insista. Nem todos que estão vivos estão exercendo seu direito à vida mas à morte basta estar respirando para exercer. Em vida a única coisa que não podem roubar de você, é a morte. Então certifique-se de lutar por tudo que lhe pareça valioso. E mesmo se eu juntar mais derrotas do que vitórias, quando eu estiver a ponto de fechar meus olhos para sempre, se tiver a oportunidade, quero, enquanto estiver os fechando, pensar que ao menos lutei e tentei por tudo aquilo que acreditei e não me lamentar por ainda querer voltar e fazer o que não fiz. Se tiver faltando um lema em sua vida hoje, então esteja certo de aderir este: Se você tiver um país, lute por ele. Se você tiver um amor, não se atreva a desistir dele.

Escrito por Thiago Ayres às 04h41 AM
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Quarta-feira , 10 de Novembro de 2010


Olá bacunudos desse blog que agora sou 'sócio' com meu amigo Thiago, dou as caras pela segunda vez com um poema do saudoso Vinicius de Moraes, para os que conhecem enjoy again, para os que não, sabaroem esse poema com aquela pitada de humor apresentada por esse gênio popular. Um pouco de refresco para essa vida que agente anda levando!!!

Não comerei da alface a verde pétala

 

Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem mais aprouver fazer dieta.

Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas pêras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.

Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro; dêem-me feijão com arroz

E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei, feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.

 

 

Los Angeles, 1947

Escrito por Lucas Chelles às 02h44 PM
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Sábado , 11 de Setembro de 2010


 
 

Poema Admirado

                                        "...dorme, que assim

                                            dormirás um dia, na minha poesia

                                            de um sono sem fim..." (Vinicius de Moraes)  

 

Branca, branca, branca,
Olhar longe, solitário, lúbrico
Súbito me encantou

Ah! Como quero esta mulher
Que me ponho a olhar,
Admiro-a sem deixar me perceber
Desejo-a como um furtivo amante

Sorriso leve, alma pura
Movimenta de leve o pescoço
E vejo seu dorso
Longo e branco como a neve

Desejável és mulher admirada
Pudera eu ser poeta
E fazer-lhes frases de amor!

Por Lucas Chelles
22 de Agosto de 2010, Nova Friburgo.


Enfim, esse é um poema de um grande amigo meu e musico. Identifiquei-me por demais com o que ele escreveu, neste momento que estou passando. Espero que gostem, eu amei.
Para quem quiser seguí-lo no twitter: @lucaschelles

 

 

Categoria: Poema
Escrito por Thiago Ayres às 05h17 PM
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Segunda-feira , 06 de Setembro de 2010


História de duas pessoas.

Como uma história sem fim tudo começou em um dia em que a mudança veio repentinamente. Como se de um momento para o outro as nuvens corressem de vista deixando o céu completamente limpo, o suficiente para que eu pudesse te ver e mais do que te ver, me apaixonar. E não só para ele mas, para ela também foi como se todos os seus castelos acabassem de serem destruídos e vandalizados. Tudo o que parecia ser seguro para os dois mostrou-se completamente frágil e frio, onde pareciam ter quatro paredes nos protegendo foi-se revelado que era apenas o horizonte e que estamos em pé a céu aberto. Quando uma ilusão lhe é revelada é difícil acreditar na realidade, ainda mais quando se vive numa ilusão por muito tempo. A luz do sol mostrou o estado de tudo que estava no escuro por tanto tempo.

A esperança permanece através de seus olhos e mesmo quando eles se fecham ela brilha como se fosse o sol ou como se sua alma lutasse se para morrer ou para manter-se viva ninguém sabe ainda. Eu tenho alma, mas não sou um soldado. E mesmo que estivessem dispostos a desistir um do outro suas almas não estão, seus corações recusarão pelo resto da vida. Sua mente pode se acostumar com uma ilusão, seus olhos podem ser confundidos, mas o coração enxerga melhor que os olhos e a alma é mais sábia que a mente. Poderiam suas almas e corações caminharem de volta para onde vieram mas elas nunca os deixariam em paz, nunca os deixaria esquecer.

Assim que começou uma onda invadiu e destruiu e com os destroços devemos construir algo novo para nós dois, mas o momento é de reunir forças, é de reunir coragem, porque nada vai voltar a ser como foi antes, nem o piscar de olho vai ser o mesmo, estão mudados por dentro e pela relutância vai ser para sempre. Os toques queimam mais que a pele, eles acendem suas almas; os olhares prendem suas almas uma na outra. Não há caminho de volta, mas tudo vai ficar bem. Nem o poderoso tempo pode apagar o amor que um guarda pelo outro.

O seu cheiro, a sua pele, seus olhos, seus lábios, seus seios, a mão que não se sacia de te tocar, os sussurros que nunca vão cessar, o cheiro que sempre emanará, a essência que não pode ser destruída. Você meu amor, você meu amor: você está em mim e nada pode te tirar daqui. Mesmo que você vá embora e não volte, ou ande de volta para sua escuridão, a sua alma ainda vai brilhar para a minha e eu não te perderia, não de dentro de mim. Você é a única parte de mim que ninguém pode tocar.

Ele ainda pode sentir toda ardência dos toques dela em seu corpo e pode sentir seus lábios beijando cada parte e é difícil dizer um simples "tchau, nos vemos outro dia", porque tem sempre outro dia, tem sempre uma outra vez. Não há ponto final num conto vitalício, até depois da morte ele continua. E eu acredito em você e eu, tão certo que tudo ficará bem quanto o sol voltará a subir amanhã mesmo que esteja escondido pelas nuvens. Sem você eu me sinto deslocado de qualquer lugar. Lar é onde eu possa permanecer entre seus braços.

Ela não está disposta a desistir dele nem ele dela, está escrito em seus olhares. O brilho no olhar é como o amor no coração. E se o amor é maior do que a fé e a esperança então o medo é menor que uma formiga. Por onde ele for ele a levará com ele, se puder resistir. Eles ainda não conseguem ver, mas estão libertos para amar. Tudo poderia ser mais fácil, sim não vou negar a eles que poderia, mas também eles precisam saber que se tudo fosse mais fácil nada seria tão profundo e não teria tanto valor quanto tem agora. De uma guerra o vitorioso nunca tem uma vitória plena; sempre tem seus soldados feridos e amigos mortos.

E sim, aqui é onde a história toda começa...

Escrito por Thiago Ayres às 02h03 PM
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